As feiticeiras. de Teócrito de Siracusa

 




Hécate, Selena e Afrodite já esperam as palavras da iniciada Simaeta.

 Nas suas mãos trémulas está o papiro e ao lado a cera, o bronze, o fogo, as folhas de louro, a cevada, um fragmento do manto de Delfis. 

Através de si a serva Testyle acompanha-a. Simaeta repete o encantamento nove vezes. Teme Hécate, mas sabe que precisa de toda a ajuda para enfrentar o abandono de Delfis. Quando o amor falhar, quando a ordem esperada falha, recorre ao sagrado e, assim, ele há de voltar.

Há doze dias que não o vê. Por amor e por desespero usa a magia que aprendeu com outras mulheres, mulheres que muito amam e a quem os homens falham.

Simaeta sente raiva por Delfis e as suas palavras têm o tom do desespero, procura na divina Lua o remédio para a sua dor. 

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