A mudança
É absolutamente fascinante a mudança que julgámos antiga, calcificada e instalada - afinal não completamente. Afinal existe uma parte que permanece. Qual a extensão desse resíduo? Qual a importância dessa permanência? Merece um olhar atento. A cadência do tempo e a simples e pura inexistência de repetição fez da ditadura da paz uma evidência. E afinal, não é! Face ao agressor, a postura é a mesma. Face ao obstáculo, os punhos cerrados. Face ao medo, um aperto no peito. A coragem de enfrentar os monstros e perigos - uma coragem feita de papel amarrotado. Escrevo como antigamente, para purgar esse inimigo. Escrevo como mantra próximo e íntimo. São as palavras que me reúnem à paz de outrora. São elas que reunem os bons sentimentos. As palavras são talismãs.