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Bolo "bótimo"

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Bolo de amêndoa, cenoura e pêra Ingredientes: 4 ovos ¾ chávena de açúcar 1 ½ chávena de farinha de amendoal (ou amêndoa triturada fina) 1¼ chávena farinha 2 colheres de chá de fermento ¼ colher de café de sal fino 50g manteiga  1 chávena (mal cheia) cenoura ralada 1 chávena (mal cheia) pêra ralada Preparação: Derreta a manteiga e deixe arrefecer. Bata os ovos com o açúcar até ficar volumoso e esbranquiçado. Junte a amêndoa, a farinha,  o fermento e o sal e bata mais um pouco. Junte a manteiga derretida e envolva bem. Acrescente a cenoura e a pêra e envolva na massa. Coloque a massa numa forma untada e leve ao forno aquecido a 180ºC. Deixe cozinhar por cerca de 45 minutos, fazendo o teste do palito ante de remover do forno. Barrar ou rechear com ovos moles!

O comboio

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Crescer com gatos

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Que privilégio é viver e crescer com gatos! Teria sido muito mais feliz se tivesse um gato na minha infância. Adoro este quadro, é lindo. A tranquilidade do rosto da menina e a satisfação da gata são partilhadas, embora cada uma reflicta uma dessas qualidades.  Assim, tive de crescer sem essa ajuda. Sem esse carinho tão bom, sem essa grande felicidade que é ter um cúmplice silencioso cuja missão da sua vida é simples e posta em prática: amar e ser amado.   Criança com Gato, 1887,  Renoir

Poema em linha reta

Há uma certa ironia latente. Quando se chega a grandes conclusões, por vezes já passou o tempo. A teoria da vida é retrospectiva. E enfabulada! Gostava era de ver de que forma tantos se desenvencilham na verdade - e tão eloquentemente ensinam os outros. Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) escreve isso tão bem: Poema em linha reta Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando nã...

Memórias Esquecidas

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Há uma dor aqui. Não sei o que quer, de onde vem, em que tempo nasceu e quando quer morrer. É a dor de um vazio tão antigo que me fazia riscar os dias, mal aprendi a saber os nomes dos meses e do ano. São esses números riscados que trazem algum alívio. O Tempo. Quanto mais tempo passa, menos dói. Os dias somam, a idade cresce e a dor permanece, mas menos, tão menos...É um esquecimento total de um ligeiro vestígio de dor. Talvez um vestígio da dor universal. Aprendi um porquê. Talvez um vestígio da memória colectiva de tanto crime, sangue e nada.   

As minhas coisas favoritas

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Gatos. Todos os gatos. E o primeiro foi o Pompom Fred, quando era criança. Por ser preto e branco e semelhante ao gato da Anita. Um enigma. Depois a Sissi. Uma alma livre e sedenta da liberdade da rua que lhe custou a vida. E muitos anos depois o Naruto. Depois dele, os outros todos. Naruto é como uma boneca russa, tem dentro de si todos os gatos. É inteligente, é espiritual, tem uma natureza indomesticável, orgulhoso, vaidoso, ágil, brilhante, carente, independente, feroz e dá dentadas, mimado que faz patinhas no meu cabelo. Depois dele e do nosso amor antigo, mais antigo que a vida... vieram todos os outros gatos!

A disciplina da tribo

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Sempre tive um diário. É doce a ideia de todos os dias, fielmente, ter uma rotina de reflexão, de diário de bordo, de fuga ao esquecimento. Anotar ideias, receitas, desejos e planos. Não me falta o tempo, tem-me faltado disciplina. À minha pequena tribo, à minha casa, à minha família tenho dedicado a minha fidelidade, tempo e confissões. Hoje decidi retomar o meu hábito antigo de um "diário", sem segredos, nem alaridos. Afinal a minha casa, a minha tribo, aceita todos os diálogos.