Luna Mater
Não sei como sei, mas sei.
Podia tentar explicar por palavras, e cada palavra cria uma nova realidade, já não é a primeira, surgem em múltiplos.
Na noite há o brilho da lua. Transmuta todos os dias, mágico indício dos ciclos dos seres.
Durante o dia lá está ela, velada, como uma mãe intensa, emotiva, que nos fala sem a sua presença, sem usar as palavras.
É minha mãe. Madrinha, irmã, confidente, testemunha, próxima, aqui, dentro das águas, dentro dos sonhos. Longe no céu é deusa, desperta o amor e a loucura.

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