Crise ou as areias do deserto
A visão desloca-se do ponto microscópico, ao centro. Avança e distancia-se, num movimento da terra para o céu, quem sabe, do purgatório para o universo.
Quando se fecha os olhos vê-se melhor. Em vez de pernas e braços há asas. Em vez de crise, guerra, solidão e dor há as areias do deserto que se deslocam através do vento. Acaso ou perfeição da natureza, fertilizam os campos.
As lágrimas também podem ser fermento. O espírito tem tantas moradas e esta, que parece estar em crise, sob a constante capa da vulnerabilidade, está a ganhar uma aparência de chamas, mutando num salto que estremece.
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